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O que é Raca? O que é Morós ou "louco"?

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Mateus 5:22  diz: "Qualquer que disser a seu irmão: Raca!, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco!, será réu do fogo do inferno."   Bible.com   Raca: Era uma ofensa comum na época que significava "tolo", "vazio" ou "homem sem valor".  Jesus estava ensinando que a ira descontrolada e os insultos que ferem a dignidade do próximo são pecados tão graves quanto o assassinato aos olhos de Deus.   A palavra original no grego para "louco" (ou "tolo") em Mateus 5:22 é μωρός (transliterada como mōrós ou mōré , no vocativo).   Biblical Hermeneutics Stack Exchange  +3 Curiosamente, é dessa raiz que se originou a palavra inglesa "moron" (que significa "morone" ou "idiota" ).   Chaim Bentorah  +1 A diferença entre os dois insultos: O versículo faz uma distinção importante de gravidade entre os termos no contexto da época: Racá (Aramaico): Significava "cabeça oca" ou "vazi...

Heidegger: o resgate do mistério e da verdade através da fenomenologia

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   *Heidegger: teologia, fenomenologia e mística* — John D. Caputo O pensamento de Heidegger esteve desde o princípio profundamente entrelaçado com questóes religiosas e teológicas. Recentemente, a partir das investigações históricas de Hugo Ott, passamos a conhecer os detalhes da educação básica e da formação religiosa de Heidegger na Igreja católica.  Heidegger nasceu nas terras católicas e conservadoras do sul, na Alemanha central, e seu pai era sacristão na Igreja de São Martinho, que ficava do outro lado de um pequeno e peculiar pátio, a não mais de cinquenta metros da casa de Heidegger. A família Heidegger foi firmemente leal à igreja na controvérsia que se seguiu ao Concílio Vaticano I, quando os católicos "liberais" rejeitaram a proclamação da infalibilidade papal.  O jovem Heidegger, brilhante e piedoso, estava desde o início destinado ao sacerdócio católico. Através de uma série de bolsas de estudo financiadas pela Igreja, uma das quais destinada a estudant...

Raízes Escolásticas da Fenomenologia?

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As Raízes Escolásticas da Fenomenologia: Heidegger entre Duns Scotus e Edmund Husserl Yuri Fagundes  A formação intelectual do jovem Martin Heidegger se dá num ponto de tensão singular entre duas tradições que, à primeira vista, pertencem a mundos distintos: a escolástica medieval, particularmente na linhagem de João Duns Scotus, e a fenomenologia nascente de Edmund Husserl. O que torna essa convergência possível não é um mero ecletismo histórico, mas a descoberta de um problema comum: a necessidade de resgatar a objetividade da verdade contra as reduções relativistas do pensamento moderno, sobretudo na forma do psicologismo.  A chamada gramática especulativa da tradição escotista representa um dos momentos mais sofisticados da tentativa medieval de pensar a linguagem para além de sua dimensão empírica.  Longe de ser um simples conjunto de regras convencionais, a gramática é concebida como reflexo de uma ordem ontológica. A clássica tríade — modus essendi, modus intellige...

Entre a liberdade e a ruína: a antropologia de Dostoiévski entre Ortodoxia e Reforma

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Yuri Fagundes A tradição cristã conhece, ao longo de sua história, diferentes modos de descrever a condição humana após a queda. Entre o Oriente ortodoxo e o Ocidente reformado, delineiam-se duas ênfases distintas: de um lado, a persistência da imagem divina e a possibilidade de cooperação com a graça; de outro, a corrupção radical de todas as faculdades humanas e a necessidade absoluta da intervenção soberana de Deus. À primeira vista, a obra de Fiódor Dostoiévski, profundamente enraizada na espiritualidade ortodoxa russa, pareceria alinhar-se naturalmente à primeira dessas tradições. No entanto, uma análise mais atenta revela uma tensão mais complexa: a antropologia existencial que emerge de seus romances parece, em muitos aspectos, aproximar-se do diagnóstico reformado da condição humana, especialmente no que diz respeito à divisão interior e à autodestrutividade do sujeito. Essa aparente dissonância não deve ser entendida como contradição, mas como sinal de uma profundidade literár...

O Que é Amor, Segundo o Novo Testamento?

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No Novo Testamento, a língua grega utiliza termos distintos para definir diferentes tipos do amor, sendo   A gape   e   Philia   os mais proeminentes no texto bíblico.  Vejamos... 1. Agape (Ἀγάπη) – Amor Sacrificial e Incondicional É o tipo de amor mais citado (cerca de 142 vezes), referindo-se a uma decisão consciente de buscar o bem do outro , independentemente de sentimentos ou merecimento. É a essência do amor de Deus pela humanidade.   Versículo Chave:   "Porque Deus amou ( agapaō ) o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito..."  (João 3:16). Outro Exemplo:   "Mas Deus prova o seu próprio amor ( agapē ) para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores."  (Romanos 5:8).   2. Philia (Φιλία) – Amor Fraternal e Amizade Refere-se ao afeto, companheirismo e proximidade emocional entre amigos ou "irmãos na fé". É um amor baseado na afinidade e reciprocidade.   Versículo Chave:   "Am...