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Você não poderá ser cortado fora?

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17 Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins.  18  A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons.  19  Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.  20  Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! 21 "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.  22  Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?'  23  Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal! -  Mateus 7:17-23 Para não ser "cortado" (uma metáfora bíblica para o julgamento ou separação de Deus), Cristo exige a produção de   bons frutos , que são a manifestação prática de uma vida transformada pela fé e pelo Espírito Santo.   Os princ...

HEIDEGGER E SCOTUS: A DIFICULDADE DAS CATEGORIAS DO SER

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— Dorothea Frede Um grande passo em frente na busca de uma concepção mais clara dos diferentes sentidos do ser pode ser encontrado na segunda monografia de Heidegger, a discussão da teoria das categorias e do significado em Duns Scotus.  O que o intrigou, em específico, foi por qual razão Duns Scotus passou a entender o sistema aristotélico das categorias como apenas um de vários desses sistemas, uma subclasse que se encaixa em uma parte especial ou em um âmbito específico do ser, mas que não esgota a realidade enquanto tal.  A necessidade de uma ampliação das categorias ontológicas parece ter ocorrido a Scotus primeiro por razões teológicas. Se, de fato, os conceitos mais fundamentais se aplicam a Deus, então eles só o podem fazer num sentido análogo, pois Deus não é uma substância como outras substâncias, nem os conceitos de unidade, verdade e bondade podem se aplicar a ele no mesmo sentido que se aplicam a outros entes.  Mas não foi apenas uma ampliação e uma diversifi...

HEIDEGGER E A UNIDADE ANALÓGICA SUBJACENTE

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Yuri Fagundes   Visto que a intencionalidade revela o ser do ente, a fenomenologia se tornou, para Heidegger, apenas um método para explorar mais profundamente a questão não resolvida da metafísica sobre a essência ou o sentido do ser, ou seja, sobre a unidade analógica subjacente a todos os diversos modos de ser do ente.  No entanto, dada sua leitura fenomenológica da tradição, Heidegger então reformulou a questão sobre o sentido do ser naquela sobre a essência da correlação fenomenológica, isto é, sobre a unidade analógica subjacente a todos os modos possíveis nos quais os entes podem se fazer presentes e, assim, serem humanamente apropriados.  1. O ponto de partida: a intencionalidade e o problema herdado da metafísica A fenomenologia husserliana havia mostrado que toda consciência é consciência de algo, isto é, toda vivência é intencional. Isso permitiu a Heidegger compreender que o ente só é enquanto aparece em um horizonte de sentido para o Dasein. Assim, a intencio...

HEIDEGGER: A EVOLUÇÃO DA UNIDADE ANALÓGICA DO SER ATÉ O "EREIGNIS"

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Yuri Fagundes 1. Em Ser e Tempo (1927): o ser como sentido articulado pelo Dasein No primeiro Heidegger, a unidade analógica do ser é compreendida a partir da estrutura existencial do Dasein.  A pergunta por “o que é o ser” é reformulada como: “Qual é o sentido do ser, isto é, o que torna possível que o ente se manifeste como ente para nós?” Essa possibilidade está fundada no fato de que o Dasein é ser-no-mundo, isto é, já sempre aberto a um mundo no qual os entes aparecem em diferentes modos de ser. Estrutura dessa unidade: O Dasein é o ente que compreende o ser — o lugar da manifestação. O mundo é o horizonte de significância dentro do qual os entes podem aparecer.  A abertura do Dasein (o “claro”) unifica todos os modos de ser dos entes —   o à mão (Zuhanden), o presente (Vorhanden), o vivente, o outro Dasein, etc. Em outras palavras: A unidade analógica do ser é, aqui, o horizonte de sentido articulado pelo Dasein enquanto abertura ao mundo. O Dasein não cria o s...

Os Sacramentos na Ortodoxia - Parte 6 e 7 (final)

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  7.6 - O Matrimônio O Ministério Trinitário da unidade na diversidade aplica-se não só para a doutrina da Igreja mas também para doutrina do casamento. O homem é feito à imagem da Trindade e exceto em casos especiais, não é intenção de Deus que ele viva sozinho mas em família. E como Deus abençoou a primeira família comandando que Adão e Eva fossem frutíferos e se multiplicassem, assim a Igreja dá hoje a sua benção para a união de homem e mulher. O casamento não é só um estado da natureza mas um estado de graça. Vida de casado, não menos que vida Monástica, é uma vocação especial, requerendo um particular Dom ou Carisma do Espírito Santo; e esse Dom é conferido pelo Sacramento do Santo Matrimônio. O Ofício de Casamento é dividido em duas partes, anteriormente celebradas separadamente, mas agora celebradas em sucessão imediata: preliminarmente o Ofício de Noivado, e o Ofício de Coroação, que se constitui no próprio Sacramento. No Ofício de Noivado constitui-se principalmente da ben...

Os Sacramentos na Ortodoxia - Parte 4 e 5

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  7.4 - A Penitência Uma criança Ortodoxa recebe comunhão desde a infância. Assim que ela tem idade para saber a diferença entre certo e errado e a compreender o que é pecado, provavelmente com a idade de seis ou sete anos, ele deve ser levado para receber outro sacramento: Arrependimento e Penitência, ou Confissão (em Grego, Metanoia ou exomologisis). Através desse sacramento, pecados cometidos depois do Batismo são perdoados e o pecador é reconciliado com a Igreja: Por essa razão esse sacramento é freqüentemente chamado de "Segundo Batismo." Ao mesmo tempo o sacramento age como cura para a alma, porque o padre não dá só absolvição mas também conselho espiritual. Desde que todo pecado é pecado não só contra Deus mas também contra nosso vizinho, contra a comunidade, a confissão e a disciplina penitencial na Igreja dos primeiros tempos, era um assunto público. Mas com o passar dos séculos tanto no oriente quanto no ocidente a confissão no Cristianismo tomou a forma de uma conf...

Parte 3 - Os Sacramentos na Ortodoxia

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7.3 - A Eucaristia Hoje em dia a Eucaristia é celebrada na Igreja Oriental seguindo um de quatro diferentes ofícios: As estruturas gerais das Liturgias de São João Chrisóstomo e São Basílio são como seguem: 1.  A Liturgia de São João Crisóstomo  (A liturgia normal aos Domingos e dias de semana); 2 . A Liturgia de São Basílio, o Grande  (usada dez vezes ao ano; externamente é muito pouco diferente da Liturgia de São João Crisóstomo, mas as orações ditas privadamente pelo Padre são muito mais longas). 3.  A Liturgia de São Tiago, o irmão do Senhor  (usada uma vez no ano, no dia de São Tiago, 23 de outubro, em alguns lugares só. (Até recentemente, usada só em Jerusalém e na Ilha Grega de Zante; agora revivida em mais alguns lugares (por exemplo Igreja Patriarcal em Constantinopla; Catedral Ortodoxa em Londres; Mosteiro Russo em Jordanville, USA). 4.  Liturgia de São Gregório (dos Pré-Santificados , usada nas quartas e sextas feiras na Grande Quaresma, e nos tr...