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O Que é Amor, Segundo o Novo Testamento?

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No Novo Testamento, a língua grega utiliza termos distintos para definir diferentes tipos do amor, sendo   A gape   e   Philia   os mais proeminentes no texto bíblico.  Vejamos... 1. Agape (Ἀγάπη) – Amor Sacrificial e Incondicional É o tipo de amor mais citado (cerca de 142 vezes), referindo-se a uma decisão consciente de buscar o bem do outro , independentemente de sentimentos ou merecimento. É a essência do amor de Deus pela humanidade.   Versículo Chave:   "Porque Deus amou ( agapaō ) o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito..."  (João 3:16). Outro Exemplo:   "Mas Deus prova o seu próprio amor ( agapē ) para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores."  (Romanos 5:8).   2. Philia (Φιλία) – Amor Fraternal e Amizade Refere-se ao afeto, companheirismo e proximidade emocional entre amigos ou "irmãos na fé". É um amor baseado na afinidade e reciprocidade.   Versículo Chave:   "Am...

Você não poderá ser cortado fora?

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17 Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins.  18  A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons.  19  Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.  20  Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! 21 "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.  22  Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?'  23  Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal! -  Mateus 7:17-23 Para não ser "cortado" (uma metáfora bíblica para o julgamento ou separação de Deus), Cristo exige a produção de   bons frutos , que são a manifestação prática de uma vida transformada pela fé e pelo Espírito Santo.   Os princ...

HEIDEGGER E SCOTUS: A DIFICULDADE DAS CATEGORIAS DO SER

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— Dorothea Frede Um grande passo em frente na busca de uma concepção mais clara dos diferentes sentidos do ser pode ser encontrado na segunda monografia de Heidegger, a discussão da teoria das categorias e do significado em Duns Scotus.  O que o intrigou, em específico, foi por qual razão Duns Scotus passou a entender o sistema aristotélico das categorias como apenas um de vários desses sistemas, uma subclasse que se encaixa em uma parte especial ou em um âmbito específico do ser, mas que não esgota a realidade enquanto tal.  A necessidade de uma ampliação das categorias ontológicas parece ter ocorrido a Scotus primeiro por razões teológicas. Se, de fato, os conceitos mais fundamentais se aplicam a Deus, então eles só o podem fazer num sentido análogo, pois Deus não é uma substância como outras substâncias, nem os conceitos de unidade, verdade e bondade podem se aplicar a ele no mesmo sentido que se aplicam a outros entes.  Mas não foi apenas uma ampliação e uma diversifi...

HEIDEGGER E A UNIDADE ANALÓGICA SUBJACENTE

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Yuri Fagundes   Visto que a intencionalidade revela o ser do ente, a fenomenologia se tornou, para Heidegger, apenas um método para explorar mais profundamente a questão não resolvida da metafísica sobre a essência ou o sentido do ser, ou seja, sobre a unidade analógica subjacente a todos os diversos modos de ser do ente.  No entanto, dada sua leitura fenomenológica da tradição, Heidegger então reformulou a questão sobre o sentido do ser naquela sobre a essência da correlação fenomenológica, isto é, sobre a unidade analógica subjacente a todos os modos possíveis nos quais os entes podem se fazer presentes e, assim, serem humanamente apropriados.  1. O ponto de partida: a intencionalidade e o problema herdado da metafísica A fenomenologia husserliana havia mostrado que toda consciência é consciência de algo, isto é, toda vivência é intencional. Isso permitiu a Heidegger compreender que o ente só é enquanto aparece em um horizonte de sentido para o Dasein. Assim, a intencio...

HEIDEGGER: A EVOLUÇÃO DA UNIDADE ANALÓGICA DO SER ATÉ O "EREIGNIS"

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Yuri Fagundes 1. Em Ser e Tempo (1927): o ser como sentido articulado pelo Dasein No primeiro Heidegger, a unidade analógica do ser é compreendida a partir da estrutura existencial do Dasein.  A pergunta por “o que é o ser” é reformulada como: “Qual é o sentido do ser, isto é, o que torna possível que o ente se manifeste como ente para nós?” Essa possibilidade está fundada no fato de que o Dasein é ser-no-mundo, isto é, já sempre aberto a um mundo no qual os entes aparecem em diferentes modos de ser. Estrutura dessa unidade: O Dasein é o ente que compreende o ser — o lugar da manifestação. O mundo é o horizonte de significância dentro do qual os entes podem aparecer.  A abertura do Dasein (o “claro”) unifica todos os modos de ser dos entes —   o à mão (Zuhanden), o presente (Vorhanden), o vivente, o outro Dasein, etc. Em outras palavras: A unidade analógica do ser é, aqui, o horizonte de sentido articulado pelo Dasein enquanto abertura ao mundo. O Dasein não cria o s...

METAFÍSICA - O CONHECIMENTO DIVINO DO POSSÍVEL E A CRIAÇÃO A PARTIR DO NADA

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SCOTUS: O CONHECIMENTO DIVINO DO POSSÍVEL E A CRIAÇÃO A PARTIR DO NADA — Ludger Honnefelder O conceito que transcende as categorias e é designado por Avicena como o primeiro conhecido, a saber, "coisa" (res) ou "ente" (ens), relaciona-se em contrapartida, como Scotus segue desenvolvendo, com o segundo significado, de acordo com o qual o termo designa "aquilo que tem ou pode ter entidade fora do intelecto".  Em nosso uso linguístico costumeiro — assim reza a fundamentação — existe, independentemente de qual expressão linguística utilizamos, um conceito que se relaciona "indiferenciadamente com tudo o que está fora da alma" (indiferens ad omnia illa, quae sunt extra animam) (Quodl., q. 3, n. 2; ed. Viv. XXV 114).  Por fim, em um terceiro significado, absolutamente simples, estrito e fortíssimo (simpliciter/ strictissime/ potissime dictum), "coisa" (res) ou "ente" (ens) quer dizer "o ente ao qual se atribui ser por si e prim...